quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Querido, amigo

Sinto informar, que por muito tempo venho a perceber você.
Não o julgo por mediocridade ou algo do gênero, nem mesmo por deslealdade, até porque é evidente a inexperiência que você absorveu até hoje, diferente daquela que achas possuir.
Pois bem, é notória a ignorância que de nascença desenvolves e teima em alimentar diariamente. Assim como o sonho besta e não trabalhado de ser uma Espanca* da vida. Porque a sua dor, como muitas: Vaga e seca. Poderia ser de fato desenhada de forma limpa e poética, se não fosse tão fantasiada à merda que enxergas no espelho.
Há dentro de você uma soberba escrita com letras maiúsculas, recheada com um falso cognata dizendo que és digno de pena. No entanto não sinto, ou na verdade sinto, mas não na categoria que você quer.
Mas não pense que escrevo a ti com intuito de malfazer-te, jamais! Escrevo para mostrar quão bem escrevo a você, que tanto merece uma vaia dissertada em versos que eu, infelizmente, não poderei te dar. Mas, apanho certezas por aí, que será tu mesmo quem se presenteará.

Não sinto saudades,
Um não ao 'até mais'
E.R.

*Florbela Espanca, escritora e poetisa Portuguesa.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Jus ao malfeitor

Passar-bem ou passar-mal, hoje, tanto faz...
A diferença maior que há entre nós é que;
* Desejo-lhe passarinhos na primavera! *

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

És tu em mim

Que vento! Que tremor! Que frio!
Mãos geladas, peito quente, lábios roxos...
Que suspirro! Que céu! Que arrepiu!
- Jás aqui.

domingo, 4 de setembro de 2011

Muito, muito tempo depois

Será o hábito de escrever um norte de raciocínio e reflexão? Ou estaria mas para um caderno de organizações memoráveis de acontecimentos internamente descritos?
Oh, nem lembro quando foi a última vez em que tentei pôr algo numa folha, nem me vieram versos 'do nada' na cabeça, onde saia desesperada para a frente do computador ou mesmo atrás de papel e lápis. Engraçado isso. Passei a ler textos antigos, e mais uma vez eu digo 'engraçado', ver coisas que saíram da mesma cabeça, escritos pelas mesmas mãos, o coração ainda é o mesmo também, e ler-se de um outro ponto de vista. Lembrar hoje sim, rir do que se passou, lembrar das dores, dos amores, dos encontros e dos sonhos. Da confusão que era entender o que eu mesma escrevia, e também refletir a respeito de postes como esses, onde não tinham nenhum propósito a  não ser observar-me escrever.
Talvez eu volte mais aqui, talvez não.

domingo, 14 de novembro de 2010

Amor e bosta - um prato cheio -


O meu amor é como um cuspe;
Vem de dentro pra fora
Abre a boca;
Bebe da saliva o meu amor.

Que gosto tem a refeição passada?
O passado que não virou merda,
Ainda faz mal –ao estomago-
Logo mais ele desce, ralo abaixo.

Encho a boca de merda mais uma vez,
Como o amor, o amor me come.
Por fim, viro bosta como ele.