Pois é meus caros, crescemos ouvindo todos aqueles Contos meigos e fofos, fantasiados pela Disney, sendo que a versão original não é nem um pouco agradável (no sentido de final feliz), ou um conto infantil. Antigamente as historinhas tinham geralmente um final bem macabro, diferente de hoje. O público parece não saber lidar com a verdade (que nem sempre é bela) sente uma necessidade em adaptar tudo, e então trata sempre de mesclar todos os contos para que tenham finais felizes ou coisas do tipo.
Estava lendo as versões originais de várias histórias que minhas tantas babás leram para mim (e com certeza aos senhores também) quando era pequena! Mas, que existia de fato uma moral na história! Com um final não tão divertido para as pobres donzelas e príncipes encantados. Adorei conhecer essas versões, por isso passei os resumos para o blog.
Chapeuzinho Vermelho - A versão desse conto que conhecemos é aquela em que Chapeuzinho Vermelho, no final, é salva pelo caçador, que mata o lobo mau.
Porém, a versão original do francês Charles Perrault não é tão bonita. Nessa versão, chapeuzinho é uma garotinha bem educada que recebe falsas instruções quando pergunta ao lobo sobre o caminho até a casa da vovó. No fim, ela é simplesmente devorada pelo lobo. Só isso, e a história acaba. Não há caçador e nem vovozinha, apenas um lobo gordo e a Chapeuzinho Vermelho morta.
A moral da história é que não se deve falar com estranhos! rs
A Pequena Sereia - A versão de 1989 de A Pequena Sereia poderia ser intitulada “A Grande Sortuda”. Nessa versão da Disney, a princesa Ariel termina sendo transformada em um ser humano para que possa casar com Eric. Há uma festa maravilhosa com a presença de seres humanos e seres do mar.
No entanto, no original de Hans Christian Andersen, Ariel vê o príncipe casar-se com outra e entra em desespero. Oferecem-lhe uma faca com a qual ela poderia matá-lo, mas, em vez disso, ela salta para o mar e morre ao voltar para a costa. Hans Christian Andersen modificou um pouco o final para amenizar a história. Na nova versão, ao invés de morrer na espuma da praia, ela se torna “filha do ar”, esperando ir para o céu. De qualquer forma, ela morre!
A Branca de Neve - Na história da Branca de Neve que nós conhecemos, a rainha manda o caçador matá-la e trazer seu coração como prova. O caçador não consegue fazer isso e lhe traz o coração de um tipo de porco.
A boa notícia é que a Disney não distorceu tanto essa história, mas omitiu detalhes importantes: no conto original, a rainha pede o fígado e os pulmões de Branca de Neve, que serão servidos no jantar daquela noite! Também no original, a princesa acorda com o balanço do cavalo do príncipe, enquanto era levada para o castelo. Não há nada de beijo mágico. O que o príncipe queria fazer com o corpo desfalecido de uma garota é algo que vou deixar para sua imaginação!!! Ainda na versão dos irmãos Grimm, a rainha má é forçada, no final, a dançar até a morte usando sapatos de pedra, quentes como brasas. Se fodeu!
A Bela Adormecida - Na versão conhecida de A Bela Adormecida, a adorável princesa adormece quando fura seu dedo em uma agulha. Ela dorme por cem anos até que o príncipe finalmente chega, beija-a, e acorda-a. Eles se apaixonam, casam, e (surpresa!) vivem felizes para sempre.
Contudo, o conto original não é tão doce. Nele, a jovem garota adormece por causa de uma profecia, não de uma maldição; e não é o beijo do príncipe que a desperta: o rei a vê dormindo e, querendo se divertir, a estupra. Depois de nove meses, nascem duas crianças (e ela continua dormindo). Uma das crianças chupa o dedo da mãe, retirando a peça de linho que fazia ela dormir. A princesa acorda para saber que foi estuprada e é mãe de gêmeos. Fim. Puta que pario viu rs!
João e Maria - Na versão largamente conhecida de João e Maria, ouvimos sobre duas crianças que se perdem na floresta e encontram uma casa feita de doces e guloseimas que pertence a uma bruxa. Elas então são aprisionadas enquanto a bruxa se prepara para comê-las. Eles conseguem escapar e atiram-na no fogo, salvando-se.
Numa versão francesa mais antiga (chamada ''As Crianças Perdidas''), ao invés de uma bruxa, há um demônio, que também é enganado pelas crianças. Contudo, ele não cai na cilada e está prestes a colocá-los na guilhotina. As crianças fingem não saberem como entrar no instrumento e pedem para a esposa do demônio mostrar como se faz. Nesse momento, elas cortam seu pescoço e fogem! Crianças sangue-frio não é mesmo?! rs
Cinderela - Na Cinderela moderna, nós temos a linda princesa casando-se com o príncipe depois que este viu que o sapatinho de cristal servia em seus pés.
Esse conto tem suas origens por volta do século I a.C, no qual a heroína de Strabo se chamava Rhodopis, não Cinderela. A história era muito parecida com a atual, com exceção dos sapatinhos de cristal e da abóbora. Porém, oculta por trás dessa linda história há a versão mais sinistra dos irmãos Grimm: nela, as irmãs de Cinderela cortam partes dos próprios pés para que eles caibam no sapato de cristal, querendo enganar o príncipe. Ele, então, é avisado por dois pombos, que bicam os olhos das irmãs. Elas passam o resto de suas vidas como mendigas cegas enquanto Cinderela vive no castelo do príncipe. Ao menos essa se dá bem!
Os Três Porquinhos - O conto dos Três Porquinhos foi muito amenizado para as crianças de hoje, ao contar uma história cheia de violência sem mostrar violência. Terminamos com um conto muito simplório que mostra “como é bom ser esperto”.
A história original perdeu muito. O conto original não é mais longo, já que o lobo mau não perde tanto tempo assoprando casas. Ele faz isso para pegar os dois primeiros porquinhos. Aqueles coitados são logo pegos e devorados. O terceiro porquinho — o mais esperto de todos — é o entrave. Sem conseguir assoprar a casa de tijolos, o lobo tenta blefar. Ele faz de tudo para trazer o porco para fora de casa, promete nabos, maçãs, e uma visita à feira. O porco recusa a tentação, sabendo que há coisas mais importantes.
O lobo decide então voltar à violência. Ele escala a casa e entra pela chaminé. Porém, o porquinho tinha planejado isso, e colocou um caldeirão de água fervendo na lareira. O lobo cai ali dentro e morre. Ele — e os dois outros porquinhos em seu estômago — são agora o sinistro jantar do terceiro porco. HAHAHA.
Fontes (tradução livre e modificada) - http://www.lendo.org/
Listverse: Top 10 Gruesome Fairy Tale Origins
Digital Bits Skeptic: Original versions of classic fairy tales
domingo, 8 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Ilha das Flores, Curta metragem
O tema da nossa aula de literatura na semana retrassada, do curso Interativo, foi ''Cinema e Comunicação'' mais acabamos entrando em muitos outros assuntos, entre eles, este documentário e o poema ''O Bicho'' de Manuel Bandeira, fazendo ponte com a aula de Sociologia.
''Ilha das Flores'' é um curta-metragem de Jorge Furtado, onde trata da relação entre o dinheiro e a miséria. Mostrando de maneira bem humorada e realista questões da sociedade, assim, rápido e objetivo. Vale ressaltar que a função de um documentário é mostrar suas idéias argumentadas, e que nem tudo (neste caso) é de fato verdade, como por exemplo o local das filmagens.
O vídeo que tem apenas 10 minutos e 28 segundos, trás o significado e o ciclo do mundo capitalista consumidor que temos. De maneira reflexiva, pode-se observar a mensagem que se passar no curta.
Somos todos seres humanos, por duas características: Telencéfalos altamente desenvolvidos e o polegar opositor.
Esta seria a tese do documentário. Eu particularmente adorei.
Em relação a parte de poesias ''O bicho'' de fato seria o poema que se encaixaria melhor com a ideia da aula. Inúmeras vezes já trabalhado, tanto nos colégios que já estudei/estudo, quanto no cursinho. Sendo estes: Jorge Furtado e Manuel Bandeira os autores dos reflexos de um consumo exagerado, e do capitalismo selvagem.
(Aula de Literatura/Cinema e comunicação- Professor João Cintra)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O cheiro que a chuva trás
Eu já senti essa chuva cair no meu quintal uma vez, molhando toda minha roupa e meus brinquedos espalhados pelo chão. Lembro até daquela boneca que era tão linda, com quem eu compartilhava alguns segredos e tomava o chá da tarde, e que hoje, falta-lhe o olho direito e sua roupa está suja e rasgada.
Eu me lembro do tempo que não havia horário, qu'eu era tão livre quão aqueles pingos de chuva no meu quintal, que não existia caminho algum para eles, iam por onde o ralo os levassem, hora ao esgoto, hora ao balde.
Agora essa chuva inunda não só o meu quintal, mas toda minha casa, todos os pensamentos, e todos ao meu redor. Não me deixa secar a roupa, ou ao menos sair ilesa.
Agora pareço estar numa piscina, imersa por obrigações, e sentimentos tão consumidores, tanta pressão a ponto de Bum! Explodir. Eu queria brincar com aquela boneca outra vez, voltar ao tempo de criança, onde a única lei era diversão, sem amores, sem lembranças, sem prestar contas, jogando bola com meus irmãos pela casa da minha avó paterna nos dias de domingo.
A maioridade vem aí, e com ela uma tempestade onde eu espero não me afogar. Saber usufruir ao máximo o esforço daqueles que acreditam na dona daquela boneca escorraçada, que hoje só espera a chuva cair para sair correndo pelo quintal, deixar os cabelos molhados, a roupa ensopada, e ao abrir os braços simplesmente descobrir que não vai se afogar. Sentindo outra vez o cheiro da chuva, tão agradável quão crescer igual ao seu volume na terra, boiar nas águas que caem junto com os dias que passam, refletindo em rugas e maturidade.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A Porta e a Banana
Existia uma porta tão fixa a parede quão os conceitos de como ser uma boa porta: abrir e fechar sem fazer barulho para não incomodar os moradores daquele lugar e torna-se quase invisível, às vezes chutada, arrombada, espancada, faz parte dos tramites em ser uma boa porta. Além de ser bonita e fazer sala aos convidados, a porta não tinha voz, a porta era só uma porta. E quem se importa com a porta? A banana.
Mas um dia a porta cansou de ser uma porta! Queria ser um abacaxi, dai quem sabe seu fim seria rápido ou mesmo um passarinho, para ter o direito de sair por ai a mingué, sem rumo. Então a porta foi escorraçada do seu lar, por querer ser livre, ser diferente e ser quem ela era de verdade, sem os conceitos de uma porta tradicional.
Encontrou alguns amigos pelas ruas dos guetos tão povoados dentro dos armários, e foi lá que conheceu a banana.
A banana do armário era tão singela e engraçada que fez a vida da porta mais feliz. Tornaram-se amigas e passaram a se ajudar em tudo que podiam. Mas a porta não podia ficar ali seria difícil para ela. E a banana não podia sair pelas ruas e pelo mundo como queria a porta, ela apenas podia ficar ali no armário, caso contrário seria devorada pelo povo faminto daquela terra, uma banana tão gostosa quanta aquela tinha que preservar-se ao máximo. Então foi ali que elas se separaram. Cada uma seguiu seu caminho prometendo manter sempre contato, mesmo que pelo computador.
A porta conheceu outras portas que não eram tão engraçadas assim, e notou que gostava de chaves diferentes, sua fechadura era igual às demais, porém não conseguia encaixar chave alguma. A porta pensava o porquê daquilo tudo, e não queria aceitar ser diferente neste ponto, mais afinal, era isso que ela sempre foi, e é por isso que ela fugiu não é mesmo? É.
A banana ficou amarga, perdeu sua cor com raiva da porta por tê-la deixado ali no armário sozinha, dizia sempre que à porta era insensível por não entender seus motivos em ficar presa. Pensou até em abandonar tudo e fugir, logo refletiu que seria melhor continuar a ser o que foi destinada, diferente da porta. Uma banana, branquinha com cascas amarelas. Mas a saudade era tão grande que a banana fez as malas e partiu atrás da sua porta.
Logo a porta também percebeu o engano, e que apesar de poder estar livre no mundo onde poderia ir a qualquer lugar, a qualquer chaveiro para achar uma chave que ali se encaixaria perfeitamente, estava presa à banana. Fez as malas e partiu rumo ao armário da sua amada.
A porta chegou tão linda quão nunca havia estado: pintada e lixada, para um reencontro. E rapidamente foi comunicada da partida que a banana fez à sua busca, ficou triste, ficou feliz. Feliz por saber que seu sentimento era correspondido a tal ponto da banana deixar o seu mundo para ir atrás de um outro desconhecido. Triste porque ela poderia facilmente se perder, pois não conhecia nada além das prateleiras, dos armários, dos bananais.
A banana madura e amarela partiu com a casca para cima e feliz. Parando a cada esquina procurando notícias do paradeiro da porta, mas não conseguia nenhuma resposta concreta. Até que um macaco propôs ajudá-la e disse que sabia onde era o gueto das portas-abandonadas, e ela o seguiu.
A porta desesperadamente foi de rua em rua perguntando pela banana, e seguiu os rastros dados pelas esquinas onda a banana havia passado. Chegou numa árvore onde fora indicada a ir procurar o tal macaco e lá não existia ninguém, apenas uma casca de banana destroçada. A porta quis morrer! ali estava a sua banana, que fora comida pelo maldito macaco. Não! -ela gritava- e jurava que aquilo era tudo sua culpa, que nunca deveria ter saído do armário já que lá tinha encontrado a felicidade que tanto procurara a vida toda. Então sem que ninguém visse, a porta correu rumo ao mar de cupis, e atirou-se jurando amor eterno a banana, e que lá no céu estariam as duas juntas e felizes. Foi-se a porta.
A banana que não tinha sido devorada pelo macaco, conseguiu fugir da emboscada preparada para ela.
Não sabia mais onde procurar, apenas sabia que a porta tinha voltado ao armário, e que também partira numa jornada atrás do seu sonho: a banana. E nunca parou de procurar. Nunca desistiu. Pois sentia que a porta também estava a sua procura, e que mais cedo ou mais iriam encontrar-se.
Procurou até ficar podre, e pedir desculpas por não ter tido mais tempo para achá-la, por não ter nascido uma porta, e ter sido tudo tão, mas fácil. Foi-se a banana.
Caro leitor,
Esse conto foi escrito em apenas alguns minutos, perdoe a falta de prática, não costumo escrevê-los.
E nem sei como é que se trabalha nessa tipologia, enfim. Lembrando de coisa passada por mim (porta) e por minha querida banana. Boa sorte na tentativa de compreensão.
Desenho por: Dayse Barros.
Escolha
Então escolha se vem no meu humilde barquinho de papel navegar entre caminhos estreitos e sem saída, ou se foge a pé pelos becos incertos com a nossa saudade no bolso, onde certamente eu não estarei. Você quem sabe o rumo tortuoso e complicado das nossas trajetórias daqui por diante, cujas lembranças serão acionadas por meio delas (ou não), se nós encontrarmos no vacu uma solução ou outra rua por acaso, será mera coincidência.
Suba então nas minhas costas, que eu carrego os nossos sonhos sem deixar cair nenhuma cena, nenhum roteiro, nenhuma palavra.
Faço até um best-seller ao demais telespectadores.
E Ainda vou sambando até o nosso lar! No mais alto ponto que nós escolhermos para viver. Ou quem sabe eu vá sozinha, bem alegre, fazer samba e mais um poema ao léu.
Suba então nas minhas costas, que eu carrego os nossos sonhos sem deixar cair nenhuma cena, nenhum roteiro, nenhuma palavra.
Faço até um best-seller ao demais telespectadores.
E Ainda vou sambando até o nosso lar! No mais alto ponto que nós escolhermos para viver. Ou quem sabe eu vá sozinha, bem alegre, fazer samba e mais um poema ao léu.
Assinar:
Postagens (Atom)

